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Divórcios em Jundiaí: os números de 2024

Jundiaí registrou 1.442 divórcios e 2.913 casamentos em 2024, o que dá 50 divórcios para cada 100 casamentos. Apurado direto na base do IBGE.

Município de Jundiaí, registros de 2024
Indicador2024
Casamentos2.913
Divórcios1.442
Divórcios por 100 casamentos50

O que 50 para cada 100 diz sobre Jundiaí

Jundiaí fica em 6º entre as 13 cidades que acompanhamos, num intervalo que vai de 10 a 63 por 100. Não são os mesmos casais: o divórcio de 2024 corresponde a um casamento de anos atrás, então a proporção mede acúmulo, não a safra do ano.

Na vizinhança imediata da tabela, Araguari aparece logo acima, com 54 por 100, e Uberlândia vem logo abaixo, com 49. A diferença de Jundiaí para as duas é de 4 e 1 pontos.

Seis anos de registro em Jundiaí

Divórcios concedidos por ano
AnoDivórcios
2019 1.036
2020 — menor da série 751
2021 1.254
2022 1.294
2023 1.416
2024 — maior da série 1.442

O menor número da série é de 2020, e a explicação não é conjugal: cartórios e fóruns funcionaram de forma restrita na pandemia, e processos escorregaram para os anos seguintes.

A tendência de Jundiaí é de alta consistente: os registros cresceram 39% de 2019 para 2024. É um movimento bem acima do país, que fechou 2024 com 428.301 divórcios, praticamente no mesmo patamar de 2023.

O que estes números não dizem

Divórcio não é sinônimo de traição. Nenhum cartório registra o motivo da separação, e desde 2010 o divórcio não exige apontar culpado. Não existe estatística oficial de infidelidade no Brasil.

O que os registros mostram é quando os casamentos terminam. Em São Paulo, 29,8% dos divórcios de 2024 aconteceram até o quinto ano — e o pico é o quinto ano, não o primeiro. Analisamos essa curva em detalhe aqui.

Vale lembrar que o recorte acima é do município. Quem mora em Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Itupeva e região registra na comarca correspondente, e esses números entram em outra linha da estatística — ainda que, na prática, o atendimento em Aglomeração Urbana de Jundiaí seja o mesmo.

Se você está com uma suspeita em Jundiaí

O dado do quinto ano mostra que as pessoas convivem anos com o problema antes de agir, e esse intervalo cobra um preço técnico: vestígio digital tem prazo de validade. Cada foto tirada, aplicativo instalado ou atualização sobrescreve espaço na memória, e o que é sobrescrito não volta.

Se o caso pode virar processo, preserve antes de decidir: não use o aparelho, não instale nada, não restaure de fábrica. A decisão de seguir pode esperar; o vestígio não.

Fonte: IBGE, Estatísticas do Registro Civil, tabelas 1695 e 4412, dados de 2024, consultadas em 6 de setembro de 2026 pela API do SIDRA.

Fale com quem vai cuidar do caso

A primeira conversa é sigilosa e sem compromisso. Você explica a situação e recebe uma resposta honesta sobre o que dá e o que não dá para fazer.